O mais tradicional desfile de carnaval de rua de São Paulo | Carnaval 2016 | 31/01/2016

Roda de Samba - 07/2006 - Luiz Carlos da Vila

O cantor e compositor Luiz Carlos é de todas as vilas. Desde aquela de Noel até a sua, que se desenha na Penha, passando por Villagios e vilarejos. Luiz é também de todas as vidas. Um dos maiores poetas da MPB, tem o dom da palavra-verso, da palavra encanto, e um sorriso que parece constantemente de bem com a vida e com a música. Sem esquecer que a palavra-verso “às vezes vira palavra-faca”, como observou o seu parceiro Aldir Blanc, certo dia, em certa crônica.

Luiz Carlos, digo e repito, um dos maiores poetas da MPB, é um desses compositores que vivem a música e estão continuamente musicando a vida, com alegria e despreendimento. “Da camisa só servem uns dois botões. As sandálias são antigas no modelo e parecidas com as do Pixinguinha”, escreveu sobre ele, certo dia, o também parceiro Moacyr Luz. Juntamente com Aldir e Moacyr, da Vila compôs um dos mais belos sambas do nosso cancioneiro: Cabô, meu pai, onde ele diz que “a tradição é lanterna/vem do ancestral, é moderna”. Os moderninhos que nos perdoem. É coisa de mestre.

Luiz está perto (no Carioca da Gema, no Centro Cultural Carioca, nas melhores mesas, nos melhoras papos, nas melhores rodas de samba), mas vem de longe. Vem do Cacique de Ramos, dos quilombos e sonhos do mestre Candeia. Aliás, ouvir Luiz Carlos é reencontrar Antônio Candeia Filho em sua longa caminhada em defesa da vida e da poesia.

Luiz Carlos Baptista nasceu num mês de julho que nem este, no dia 21, no ano de 1949. Não é mais menino. Mas é sempre moleque-bamba, na melhor definição do Adoniran. Um menino-samba, na melhor expressão da voz brasileira.

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