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Roda de Samba - 04/2007 - Mussum (e os Originais do Samba)

Antônio Carlos Bernardes Gomes, nasceu no Rio de Janeiro em 7 de abril de 1941, mais conhecido como Mussum, teve destaque como músico e, principalmente, como humorista de sucesso, membro do grupo “Os Trapalhões”.

Mussum teve origem humilde, nasceu no Morro da Cacheirinha, Zona Norte do Rio de Janeiro. Estudou durante nove anos num colégio interno, onde obteve o diploma de ajustador mecânico. Pertenceu às forças armadas durante oito anos, ao mesmo tempo em que aproveitava para participar da Caravana Cultural de Música Brasileira de Carlos Machado.

Foi músico e sambista, com amigos fundou o grupo “Os Sete Modernos”, posteriormente chamado “Os Originais do Samba”. O grupo teve vários sucessos, as coreografias e roupas coloridas os fizeram muito populares na TV, nos anos 70, e com a fama se apresentaram em diversos países.

Antes, nos anos 60, é convidado a participar de um show de televisão, como humorista. De início recusa o convite, justificando-se com a afirmação de que pintar a cara, como é costume dos atores, não era coisa de homem. Finalmente estréia no programa humorístico Bairro Feliz (TV Globo, 1965), consta que foi nos bastidores deste show que o ator Grande Otelo lhe deu o apelido de Mussum.

Em 1969, o diretor de “Os Trapalhões”, Wilton Franco, o vê numa apresentação de boate com seu conjunto musical e o convida para integrar o grupo humorístico, na época na TV Excelsior. Mais uma vez recusa, entretanto, o amigo Manfried Santanna (Dedé Santana) consegue convencê-lo e Mussum passa a integrar o quarteto que terminaria tornando-o muito famoso em todo o país.

Apenas quando “Os Trapalhões” já estavam na TV Globo e o sucesso o impedia de cumprir seus compromissos, é que Mussum deixa os “Originais do Samba”, mas não se afasta da indústria musical, tendo gravado discos com “Os Trapalhões” e outros dedicados ao samba.

Uma de suas paixões era a escola de samba “Estação Primeira de Mangueira”. Todos os anos sua figura pontificava durante os desfiles da escola, no meio da ala das bainas, da qual era diretor de harmonia. Dessa paixão veio o apelido "Mumu da Mangueira".

Mussum faleceu em 1994. Não resistiu a um transplante de coração e foi sepultado em São Paulo. Deixou um legado de 27 filmes com “Os Trapalhões”, além de mais de vinte anos de participações televisivas, onde popularizou o seu modo particular de falar, acrescentando as terminações "is" ou "évis" às palavras pronunciadas com frequência como “forévis”, “cacildis”, “coraçãozis” e pelo seu inseparável "mé" (gíria para cachaça, popularmente chamada de mel).

http/pt.wikipedia.org/wiki/Mussum