O mais tradicional desfile de carnaval de rua de São Paulo | Carnaval 2016 | 31/01/2016

O samba nos anos 60

Tem casa de bamba, tem batuque na cozinha, tem Zicartola; tem os festivais de música, tem televisão e tem dinheiro (pra quê?); tem censura, tem privação da liberdade, tem ditadura; tem resistência, tem opinião; tem criatividade e tem inspiração; tem alvorada, tem a voz do morro e tem a voz da cidade; tem gente a sorrir, gente a chorar e gente que dá a volta por cima; tem pintor, arquiteto e até zoólogo; tem heróis da liberdade; tem gente da antiga, tem gente nova; tem parcerias memoráveis, tem cadência e tem músicas inesquecíveis.
E o que mais tem nos anos sessenta? Não há dúvida, tem um dos períodos mais férteis da história da música popular brasileira.
por Gustavo Seraphim



O Samba nos anos 60

Maxixe, Samba-rock, Samba de Partido Alto, Samba enredo, Samba de raiz, Bossa nova, Samba exaltação, Afro Samba

Cartola, Zé Keti, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Aracy Cortes, Pixinguinha, João da Baiana, Jair do Cavaquinho, Anescar, Nelson Sargento, Chico Buarque, Baden Powell, Vinícius de Morais, Mussum, Paulo Vanzolini, Adoniran Barbosa, Nara Leão, Clementina de Jesus, Herminio Belo de Carvalho, Silas de Oliveira, Martinho da Vila


Zicartola
"O embrião do restaurante-centro cultural foi gerado nos encontros de Zé Keti, Nelson Cavaquinho, Elton Medeiros e Cartola, na casa do último, no início da década de 60. Integrantes do conjunto A Voz do Morro, eles se reuniam no quartel-general para apresentar e completar composições de cada um. Os ensaios se transformaram em evento, e a residência mangueirense acabou por não comportar tanta gente no local. Dona Zica, então, encontrou um sobrado na rua da Carioca, número 53, batizou-o de Zicartola e promoveu sua inaugurou em fins de 1963. Quase dois anos depois, a casa fechou por problemas administrativos. O Zicartola trouxe grandes benefícios à cultura brasileira. Foram em suas mesas que intelectuais, poetas, cantores e gente de cinema fermentaram suas idéias. O Vianinha [o escritor Oduvaldo Vianna Filho] fazia comícios-relâmpago, a [cantora] Clementina de Jesus entoava lundus e jongos. Não era só um restaurante que as pessoas iam beber e cantar. Era um reduto de resistência política e cultural", afirma Elton Medeiros."

Texto completo em http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u34202.shtml

"A sor...rir
Eu pretendo levar a vida
Pois cho...rando
Eu vi a mocidade perdida
Finda a tempestade
O sol nascerá
Finda esta saudade
Hei de ter outro alguém para amar"

(O sol nascerá - Cartola e Elton Medeiros)


VIDEO
Imperdível arquivo de Cartola.
http://www.youtube.com/watch?v=kQXDDwRaodQ&feature=related



Opinião de Nara Leão, Zé Keti e João do Vale
"Entre os muitos acontecimentos ocorridos nos anos sessenta que mudariam a face da música popular brasileira, estão as produções de espetáculos que se tornaram antológicos, como o Opinião onde se fundia a música urbana da zona sul carioca com Nara Leão, o samba de Zé Kéti e a música nordestina representada por João do Vale."

Texto completo em:
http://www.luizamerico.com.br/fundamentais-rosa-de-ouro.php

Baixe o disco gratuitamente em:
http://loronix.blogspot.com/2006/11/nara-leao-ze-ketti-e-joao-do-valle.h...

"Podem me prender
Podem me bater
Podem até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião
Daqui do morro eu não saio não"

(Opinião - Zé Keti)



Rosa de Ouro
"Estreando em 1965 no Teatro Jovem o espetáculo Rosa de Ouro visava principalmente apresentar toda a verdadeira grandeza do samba de morro em sua manifestação mais pura. O show começava com cinco sambistas, todos vestidos de branco, usando cada um na gravata a cor de sua escola de samba. Num cenário no qual aparecia uma pequena mesa de bar, os artistas iam cantando e se identificando junto à platéia. Eram eles: Elton Medeiros, da Escola de Samba Unidos de Lucas; Jair do Cavaquinho, da Portela; Anescar, do Salgueiro; Nelson Sargento, da Mangueira e ainda da Portela o garoto Paulinho da Viola em início de carreira. (...) Porem o acontecimento mais importante do Rosa de Ouro, foi ter revelado para o Brasil uma grande intérprete recentemente descoberta por Hermínio Bello de Carvalho e que iria revolucionar os conceitos interpretativos tradicionais do samba, mostrando toda uma cadência impregnada de pureza e plena identificação com suas raízes africanas, seu nome, Clementina de Jesus. "
http://www.luizamerico.com.br/fundamentais-rosa-de-ouro.php

Clementina de Jesus
"Trabalhou como doméstica por mais de 20 anos, até ser "descoberta" pelo compositor Hermínio Bello de Carvalho em 1963, que a levou para participar do show "Rosa de Ouro", que rodou algumas das capitais mais importantes do Brasil e virou disco pela Odeon, incluindo, entre outros, o jongo "Benguelê"."

Texto completo em
http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/clementina-de-jesus.asp

A voz do Morro
"Em 1965, Zé Kéti, a pedido da gravadora Musidisc, organizou o conjunto A Voz do Morro com alguns integrantes do musical "Rosa de Ouro", montado por Kléber Santos e Hermínio Bello de Carvalho no Teatro Jovem do Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, o grupo gravou pela Musidisc o primeiro disco, "Roda de samba", no qual se destacavam duas composições de Paulinho da Viola: "Coração vulgar" e "Conversa de malandro" e ainda a música "Pecadora", de Jair do Cavaquinho e Joãozinho que, devido ao sucesso alcançado por esta compopsição, ficou conhecido como Joãozinho da Pecadora."

Texto completo em:
http://www.dicionariompb.com.br/verbete.asp?nome=A+Voz+do+Morro&tabela=T...

Colorindo o samba - Nelson Sargento
"Eu estava pintando um apartamento de um bacana na Prudente de Morais próximo da Praça General Osório, em Ipanema. Me lembro que ele era da diretoria da Bacardi e todo sábado, além do pagamento, eu ganhava uma garrafa de rum. Era um porre garantido. Um dia, quando cheguei em minha casa na Mangueira, minha companheira, já falecida, me disse que o Hermínio Bello de Carvalho e o Elton Medeiros tinham me procurado, mas eu não os procurei de volta. Recebi mais um recado deles dizendo para eu ir ao teatro encontrá-los, mas não fui e veio o terceiro recado, falando que se eu não fosse naquele dia, não precisava mais aparecer. Fiquei pensando o que eles poderiam querer comigo, talvez fosse para pintar um cenário, já que estavam em um teatro. E eu fui, atrás de um trabalho de pintor. No teatro, fiquei surpreso: o Elton Medeiros havia me indicado para o grupo e o Hermínio me queria no show. Conheci ali com eles o repertório. Marcamos para começar os ensaios e eles me disseram para voltar com o violão. Eu não tinha violão."

Retirado do texto: Vida e Obra de Nelson Sargento, de Regina Quintanilha
Baixe o texto completo em http://www.nelsonsargento.com.br/vida.htm

"Ó primavera adorada
Inspiradora de amores
Ó primavera idolatrada
Sublime estação das flores"

(As quatro estações - Nelson Sargento)

Elton, minimalista no samba
<"Na gravação de um programa para a TV Cultura, em que se apresentaria como cantor, instado pelo produtor Fernando Faro a fazer ritmo, improvisou um instrumento de percussão com uma lata de tinta vazia, abandonada em um canto do estúdio e ninguém percebeu a "invenção". Como compositor é tido como um dos melhores representantes da escola melodista de Cartola, de quem foi parceiro e com quem criou sambas notáveis."

Texto completo em:
http://cifrantiga2.blogspot.com/2007/02/elton-medeiros.html



Em show gravado nos anos 80 Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, Nelson Sargento e Anescarzinho do Salgueiro relembram os tempos do Rosa de Ouro.


"O homem que diz "dou" não dá
porque quem dá mesmo não diz
O homem que diz "vou" não vai
porque quando foi já não quis
O homem que diz "sou" não é,
porque quem é mesmo é "não sou"
O homem que diz "tô" não tá,
porque ninguém tá quando quer
Coitado do homem que cai no canto de Ossanha, traidor
Coitado do homem que vai atrás de mandinga de amor"

(Canto de Ossanha - Baden Powell e Vinícius de Morais)

Baixe o disco em:
http://umquetenha.blogspot.com/2006/09/baden-powell-vincius-de-moraes-os...




Zoólogo e sambista

"(...) o samba "Volta por cima" tornou-se sucesso em todo o Brasil. Antes de ser gravado já era conhecido em boates paulistanas como "o samba do Vanzolini". Desde o sucesso do samba, "dar a volta por cima" passou a ser uma expressão recorrente no vocabulário popular, como consta no Dicionário Aurélio: "Dar a volta por cima. Superar uma situação difícil: 'ali onde eu chorei/ qualquer um chorava/ Dar a volta por cima que eu dei/ quero ver quem dava". Na década de 1960, era comum ouvir seus sambas na Boate Jogral, em São Paulo, cujo proprietário era o músico, parceiro e amigo Luís Carlos Paraná. Ali muitos artistas da música costumavam reunir-se e foi onde se lançaram em São Paulo Jorge Ben (depois Jorge Benjor) e Martinho da Vila."

Texto completo em:
http://www.dicionariompb.com.br/detalhe.asp?nome=Paulo+Vanzolini&tabela=...

Outros textos sobre Vanzolini:
http://www.usp.br/espacoaberto/arquivo/2005/espaco57jul/print/ptperfil.h...
http://subrosa3.wordpress.com/2008/03/23/paulo-vanzolini/

"Chorei, a eu chorei
Não procurei esconder
Fingiram
Todos viram
Pena de mim não precisava
Ali onde eu chorei qualquer um chorava
Mas dar a volta por cima que eu dei
Quero ver quem dava"

(Volta por cima - Paulo Vanzolini)


Gente da antiga (Pixinguinha, Clementina de Jesus e João da Baiana)
"O ano era 1968 e sua trajetória linda e conturbada estava apenas começando e nos dias 10, 11 e 17 de janeiro, um grupo de artistas veteranos encontraram-se nos estúdios da Odeon no Rio de Janeiro para gravarem um disco histórico em que relembrariam as raízes da música popular brasileira de maneira livre e descontraída, liderando esse time estavam tres dos nossos mais importantes artistas responsáveis pela consolidação do samba e do choro, João da Baiana, Pixinguinha e Clementina de Jesus. Reuni-los numa gravação foi uma idéia notável e premonitória de Hermínio Bello de Carvalho, pois ali estava presente a própria história de nossa música popular. O ambiente da gravação era de muita descontração, em principio ficou estabelecido que não haveria ensaio e os artistas cantariam e tocariam o que quisessem, como se tratava de uma seleção de craques, isso não foi problema. Acompanhando na retaguarda nossos personagens principais, destacavam-se, Dino 7 Cordas, Canhoto e Meira nos violões, Manuelzinho na Flauta, Marçal na percussão e no coro Nelson Sargento, Anescar do Salgueiro e Jairzinho da Portela."

Texto completo em:
http://www.luizamerico.com.br/fundamentais-gente-da-antiga.php

Baixe o disco gratuitamente em:
http://umquetenha.blogspot.com/search?q=gente+da+antiga

"Batuque na cozinha
A Sinhá não qué
Por causa do batuque eu queimei meu pé"

(Batuque na cozinha - João da Baiana)



"Em 1968 foi realizada a primeira edição da Bienal do Samba, promovida pela TV Record. O evento chamou atenção de diversos artistas, que resolveram encarar o desafio."
Texto completo em: http://www.vermutecomamendoim.com/2008/07/1968-o-ano-do-samba.html

Baixe o disco em:
http://capsuladacultura.com.br/blog/index.php?paged=2



"Ai ardido peito
Quem irá entender o seu segredo
Quem irá pousar em seu destino
E depois morrer de teu amor.
Ai mas quem virá
Me pergunto a toda hora
E a resposta é o silêncio
Que atravessa a madrugada."
Pressentimento (Elton Medeiros e e Hermínio Bello de Carvalho)

Baixe o disco gratuitamente em:
http://umquetenha.blogspot.com/2006/07/paulinho-da-viola-lton-medeiros-s...


Paulinho da Viola cantando 14 anos em programa da TV Cultura.




Silas de Oliveira

"Embora não soubesse tocar nenhum instrumento harmônico, tinha uma incrível sofisticação melódica. E um talento ímpar para conciliar profundidade de informação histórica com lindas letras. Além de “Heróis da liberdade”, um hino, “Aquarela brasileira” é uma obra-prima, uma viagem pelo país. E “Os cinco bailes...” tem todas as características de uma epopéia clássica. Alguns dos versos mais lindos da língua portuguesa. O pesquisador Ricardo Cravo Albim também votou no primeiro colocado e lembra que, para o poeta Carlos Drummond de Andrade, “Heróis da liberdade” tinha alguns dos versos mais lindos da língua portuguesa: “Essa brisa que a juventude afaga/ essa chama que o ódio não apaga pelo universo/ É a evolução em sua legítima razão”.

Texto completo em:
http://www.samba-choro.com.br/s-c/tribuna/samba-choro.0303/0018.html

"Vejam esta maravilha de cenário
É um episódio relicário
Que o artista num sonho genial
Transformou para esse carnaval
E o asfalto como passarela
Será a tela
Do Brasil em forma de aquerela"

(Aquerela do Brasil - Silas da Oliveira)


As escolas de samba

"Popularizam-se as freqüências do público nos ensaios das escolas de samba, inclusive como forma das agremiações obterem algum tipo de renda fora da época dos desfiles com os seus patrocínios, para garantir parte dos custos de preparação das infra-estruturas durante o resto do ano, através da cobrança mínima dos ingressos por parte de algumas delas. (...) Em São Paulo, institucionaliza-se oficialmente os desfiles das escolas de samba"
http://www2.uol.com.br/uptodate/500/index4.html

Martinho de Vila Isabel
"O resultado foi um dos maiores fenômenos de popularidade já registrados por um compositor de samba, e seguramente o primeiro sambista a se tornar recordista em venda de discos, desse modo da noite para o dia o Brasil ficou sabendo quem era o notável compositor carioca e Martinho da Vila elevou o samba a um patamar de respeitabilidade que já vinha crescendo mas que se consolidou com o seu sucesso. Neste LP de estréia ele nos brinda com canções que se tornaram referências permanentes no clássico repertório do samba, a exemplo de Carnaval de ilusões; Quatro séculos de modas e costumes; O pequeno burguês; Iaiá do cais dourado; Casa de bamba; Quem é do mar não enjoa; Tom maior e Pra que dinheiro. É difícil acreditar que num único disco existam tantos sucessos, e que após trinta e sete de lançados eles continuem sendo cantados pelo povo, e não somente pelos seus contemporâneos, mas também pela nova geração. Trata-se portanto de um disco histórico e fundamental para a compreensão do processo de aceitação e maturação do samba como patrimônio de nossa nacionalidade."

Texto completo em:
http://www.luizamerico.com.br/fundamentais-martinhodavila.php

"Dinheiro pra que dinheiro
Se ela não me dá bola
Em casa de batuqueiro
Só quem fala alto é viola"

(Pra que dinheiro - Martinho da Vila)



Os Originais do Samba
"Grupo formado na década de 60 no Rio de Janeiro por ritmistas de escolas de samba, começou a se apresentar em teatros e show, incluindo o palco do Copacabana Palace, onde realizou o espetáculo "O Teu Cabelo Não Nega". Fixaram-se em São Paulo depois de excursionar pelo México, e em 1968 acompanharam Elis Regina na música vencedora da I Bienal do Samba, "Lapinha", de Baden Powell e P.C. Pinheiro."

Texto completo em:
http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/originais-do-samba.asp

Baixe o disco em:
http://umquetenha.blogspot.com/search/label/Os%20Originais%20do%20Samba
http:/O/umquetenha.blogspot.com/2006/08/os-originais-do-samba-os-originais-do.html

Vídeo: Os Originais do Samba
http://www.youtube.com/watch?v=D7RNGwYOG1w

"O que dá pra rir, dá pra chorar
Questão só de peso e medida
Problema de hora
E lugar
Mas tudo são coisas da vida"
(Canto Chorado - Billy Blanco)




Festivais da Música Popular

"A história da Música Popular Brasileira foi marcada pela presença de inúmeros festivais, promovidos por emissoras de rádio, redes de televisão, teatros e movimentos estudantis. Esses festivais cumpriram (e ainda o fazem na atualidade) a função de revelar intérpretes, compositores e instrumentistas ao grande público. Os mais antigos festivais foram os de música para o carnaval nos anos 1930, patrocinados pela Prefeitura do Rio de Janeiro ou por empresas comerciais, jornais e revistas. Somente no final dos anos 1950, os festivais de música popular para o chamado período "meio de ano" começaram a aparecer. A segunda metade da década de 1960, em especial, foi marcada pela consagração de artistas que passaram a figurar entre os grandes nomes da MPB, tais como Elis Regina, Edu Lobo, Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Gilberto Gil, entre tantos outros."

Texto completo:
http://www.dicionariompb.com.br/verbete.asp?tabela=T_FORM_C&nome=Festiva...


Vídeo do Festival de 1969 onde Elis Regina, Os Originais do Samba e Baden Powell cantam Lapinha, de Paulo Cesar Pinheiro.






Chico Buarque
"Tem mais samba no encontro que na espera
Tem mais samba a maldade que a ferida
Tem mais samba no porto que na vela
Tem mais samba o perdão que a despedida
Tem mais samba nas mãos do que nos olhos
Tem mais samba no chão do que na lua
Tem mais samba no homem que trabalha
Tem mais samba no som que vem da rua
Tem mais samba no peito de quem chora
Tem mais samba no pranto de quem vê
Que o bom samba não tem lugar nem hora
O coração de fora
Samba sem querer
Vem que passa
Teu sofrer
Se todo mundo sambasse
Seria tão fácil viver"

(Tem mais samba - Chico Buarque)





Letras de Músicas dos Anos 60

Pecadora (Jair do Cavaquinho)

F C7 Bb F
2x Lelelelê, lelelelê lê lê

C7 F
Lelelelê, lê lê lê lelelelê
F C7 F
Vai pecadora arrependida
C7 F
Vá cuidar da sua vida
Bb A7 C7

Por favor me deixe em paz
F C7 F
Me deste um grande desgosto
C7 F
Eu não quero ver teu rosto
E Am F7
Palavra de rei não volta atrás
Bm7/5- E7 Am
Eu quero um amor perfeito
D7 Gm7
Para aliviar meu peito
C7 Am7/5- F7
Que por ti já padeceu demais
Bb E7 Am
Eu quero um amor perfeito
D7 Gm7
Para aliviar meu peito
C7 F
Que por ti já padeceu demais
Gm7 C7 F D7
Agora tens o mundo a seus pés a caminhar
Gm7 C7 Am7/5- F7
Cansei-me de sofrer cansas-te de errar
Bb E7 Am D7
Eu plantei flor colhi espinho
D7 Gm7 C7 F
Mas agora arranjei outra para me fazer carinho
D7 Gm7 C7
(Vai Pecadora)

Canto Chorado (Billy Blanco)

O que dá pra rir, dá pra chorar
Questão só de peso e medida
Problema de hora
E lugar
Mas tudo são coisas da vida
O que dá pra rir, dá pra chorar
O que dá pra rir, dá pra chorar.

No jogo se perde ou se ganha

Caminho que leva
Que traz
Trazendo alegria tamanha
Levando, levou minha paz
Tem gente que ri da desgraça
Duvido que ria da sua
Se alguém escorrega aonde passa
Tem riso do povo
Na rua
O que dá pra rir, dá pra chorar
Questão só de peso e medida
Problema de hora
E lugar
Mas tudo são coisas da vida
O que dá pra rir, dá pra chorar
O que dá pra rir, dá pra chorar.



Mulher de trinta - Luís Antônio

Am E7 A7
Você mulher / Que já viveu /

Que já sofreu
Dm G7 C7+
Não minta / Um triste adeus /

Nos olhos seus
B7 F E7
A gente vê mulher de trinta

Am7 E7 A7
No meu olhar/ Na minha voz/
Dm G7
Um novo mundo sinta
Am B7 E7
É bom sonhar/ Sonhemos nós/ Eu e você
Am A7 Dm7 B7
Mulher de trinta / Amanhã sempre vem
E7
E o amanhã pode trazer alguém

O pato (samba-bossa nova) - Jaime Silva / Neuza Teixeira

Tom: C6
Intro: (C6/9)

C6/9 D7/9
O pato vinha cantando alegremente, quém, quém
Dm7/9 G6/7
Quando um marreco sorridente pediu
C6/9
Pra entrar também no samba, no samba, no samba

C6/9 D7/9
O ganso gostou da dupla e fez também quém, quém
Dm7/9 G6/7
Olhou pro cisne e disse assim "vem, vem"
C6/9 F6/7 C6/9 C7/9
Que o quarteto ficará bem, muito bom, muito bem

F7+
Na beira da lagoa foram ensaiar
D7/9 G6/7 C6/9 C7/9
Para começar o tico-tico no fubá
F7+ Fm6 C7+/E C7/9
A voz do pato era mesmo um desacato
F7+ Fm6 C7+/E C7/9 F7+
Jogo de cena com o ganso era mato
Fm6 C7+/E D7/9
Mas eu gostei do final quando caíram n'água
G6/7 C6/9
E ensaiando o vocal

(C6/9 D7/9 Dm7/9 G6/7)
quém, quém, quém, quém
quém, quém, quém, quém
quém, quém, quém, quém

Palhaçada - Haroldo Barbosa e Luiz Reis

Cara de palhaço, pinta de palhaço, roupa de palhaço
Foi esse o meu amargo fim...
Cara de gaiato,pinta de gaiato, roupa de gaiato...
foi o que eu arranjei "pra" mim...

Estavas roxa por um "trouxa"
"pra" fazer cartaz.
Na tua lista de golpista,
tem um bobo a mais...

Quando a chanchada deu em nada,
eu até gostei.
A fantasia foi aquela que esperei.

Cara de palhaço, pinta de palhaço, roupa de palhaço
Pela mulher que não me quer...
Mas, se ela quiser voltar "pra" mim,
vai ser assim....
cara de palhaço, pinta de palhaço...
até o fim...

Na cadência do samba (samba, 1962) - Paulo Gesta e Ataulfo Alves

Dm Gm A7
Sei que vou morrer, não sei o dia
Dm
Levarei saudades da Maria
D7 Gm C7
Sei que vou morrer, não sei a hora
F A7
Levarei saudades da Aurora
Dm A7
Quero morrer numa batucada de bamba
Dm
Na cadência bonita de um samba
C7 F
Mas o meu nome ninguém vai jogar na lama
A7
Diz o dito popular
Dm A7
Morre o homem fica a fama
Dm A7
Quero m orrer numa batucada de bamba
Dm
Na cadência bonita de um samba

Volta por cima (samba) - 1962 - Paulo Vanzolini

Am7 Em7
Lá, laia, laia, laia, laia, laia, laia, laia,
laia, laia, laia, laia,
C7 B7 Em7 E7
Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima

Em7 B7/D#
Chorei, ah eu chorei,
Em7
não procurei esconder
E7 Bm7/5-
Todos viram, Fingiram
E7 Am7
Pena de mim não precisava
D7
Ali onde eu chorei
G7+ C7+
Qualquer um chorava
F#m7/5- B7
Dar a volta por cima que eu dei
Em7
Quero ver quem dava

F#m7/5- B7 Em7
Um homem de moral não fica no chão
Bm7/5- E7
Nem quer que mulher
Am7
Lhe venha dar a mão

Em/D Am7 Bbº Em7
Reconhece a queda e não desanima
C7 B7
Levanta, sacode a poeira
Em7
E dá a volta por cima (2x)

Chove chuva
Jorge Ben JorTom: Am
Intro: Am D7

Dm G7 Am
Chove chuva, chove sem parar,
Dm G7 Am
chove chuva, chove sem parar
A7 Dm G7 Am7
Pois eu vou fazer uma prece pra Deus nosso senhor,
Dm G7 Am7
Pra chuva parar de molhar o meu divino amor
D7 Am7
Que é muito lindo, é mais que o infinito,
Dm G7 Am7
é puro e belo inocente como a flor
Dm G7 Am7
Por favor chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim
A7 Dm G7 Am7
Por favor chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim

Garota de Ipanema (samba-bossa, 1963) - Vinícius de Moraes e Tom Jobim

F7M G7/6
Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça
G7/5+ Gm7
É ela a menina que vem e que passa
C7/9- F7M Dm7/9+ Gm7 C7/9+
Num doce balanço, caminho do mar

F7M G7/6
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema
G7/5+ Gm7
O seu balançado é mais que um poema
C7/9- F7M
É a coisa mais linda que eu já vi passar

F#7M B7/9
Ah, por que estou tão sozinho?
A7M D7/9
Ah, por que tudo é tão triste?
Bb7M Eb7/9
Ah, a beleza que existe
Am7 D7/9-
A beleza que não é só minha
Gm7 C7/9-
Que também passa sozinha

F7M G7/6
Ah, se ela soubesse que quando ela passa
G7/5+ Gm7
O mundo sorrindo se enche de graça
C7/9- F7M F#7+
E fica mais lindo por causa do amor
F7M
Por causa do amor

O morro não tem vez - Vinícius de Moraes e Tom Jobim

A7/6 G7/6 A7/6
O morro não tem vez
G7/6 A7/6 G7/6 A7/6
E o que ele fez já foi demais
Dm7 G7 Dbm7/-5
Mas olhem bem vocês
C7 B7
Quando derem vez ao morro
Bb7 A7/6
Toda a cidade vai cantar - BIS

Dm7 Am7
Morro pede passagem
Dm7 Am7
Morro quer se mostrar
Dm7 Am7
Abram alas pro morro
B7 Bb7 Am6/5+
Tam-bo-rim vai falar

A7/6 G7/6 A7/6
É um, é dois, é três
G7/6 A7/6 G7/6 A7/6
É cem é mil a ba-tucar
Dm7 G7 Dbm7/-5
O morro não tem vez
C7 B7
Mas se derem vez ao morro
Bb7 A7/6
Toda a cidade vai cantar

Aquarela brasileira - Silas de Oliveira

Gm Cm Gm
Vejam essa maravilha de cenário,
D7 Gm
é um episódio relicário
Cm Eb D7
Que um artista num sonho genial,
Gm Am D7 Gm
escolheu para este carnaval
F7 Bb Am7/5- D7
E o asfalto como passarela será a tela
Am7/5- D7 Gm D7
do Brasil em forma de aquarela
Gm Cm Gm
Passeando pelas cercanias do Amazonas
D7 Gm
conheci vastos seringais
F7 Bb
No Pará, a Ilha de Marajó,

A7 D
e a velha cabana do Timbó
G7 C
Caminhando ainda um pouco mais
Am A7 D

deparei com lindos coqueirais
Cm D Cm Gm
Estava no Ceará, terra de Irapuã,
Am D7 Gm
de Iracema e Tupã
Am7/5- D7 Gm G7 Cm
Fiquei radiante de alegria quando cheguei na Bahia
F7 Bb
Bahia de Castro Alves, do acarajé,
A7 D7
das noites de magia do candomblé
Cm D7 Gm
Depois de atravessar as matas do Ipu
A7
assisti em Pernambuco
D7 Gm D7

A festa do frevo e do Maracatu
G Am D7
Brasília tem o seu
G Bm Bbº Am E7
destaque na arte, na beleza e arquitetura
Am E7 Am
Feitiço de garoa pela serra,
D7 D5+/7 G
São Paulo engrandece a nossa terra
G7
Do leste por todo o centro-oeste
Dm6 G7 C
tudo é belo e tem lindo matiz
Am D7
E o Rio de sambas e batucadas,
G D7
dos malandros e mulatas dos requebros febris
G D7 G
Brasil, estas nossas verdes matas,
D7 G E7 Am
cachoeiras e cascatas de colorido sutil
C C#º Bm E7
E este lindo céu azul de anil
Eb D7 Gm D7
emolduram aquarela, o meu Brasil
Gm Cm
Lá lá lalaiá
Gm D7 Gm
Lá lá lalaiá

Dona Carola (Nelson Cavaquinho)

G Am7
Levantei-me da cama
D7 G
Sem poder
Em7 Am7
Até hoje ninguém
D7 E7
Veio me ver
C7M Cm6
Fui amigo enquanto
Bm7 E7
Eu tive dinheiro
Am D7 G
Hoje eu não tenho companheiro
Am D7 G
Hoje eles fogem de mim, mas não faz mal
Am7 D7 B7
Amigo é só pra levar meu capital
E7 A7
Se não fosse a dona Augusta e a dona Carola
Am7 D7 G
Eu saia do hospital de camisola

Diz que eu fui por aí (samba) - Zé Keti e H. Rocha

C7+ Bbº Dm7
Se alguém perguntar por mim
G7 Am7
Diz que fui por aí
Am7/G Gm7 C7/9
Levando um violão / Debaixo do braço

F7+ Gbº Em7
Em qualquer esquina eu paro
A7 Dm7
Em qualquer botequim eu entro
G7
E se houver motivo

Bbº A7(b9) Dm7
É mais um samba que eu faço

G7 C7+ A7
Se quiserem saber / Se volto diga que sim
Dm7 G7 Em7 A7
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Dm7 G7 C7+ Bbº Dm7
Só depois que a saudade se afastar de mim

G7
Tenho um violão
Em7
P?ra me acompanhar
A7
Tenho muitos amigos
Dm7
Eu sou popular
G7
Tenho a madrugada
Em7 A7 Dm7
Como companhei. . .ra

G7
A saudade me dói
Em7
Em meu peito me rói
A7
Eu estou na cidade
Dm7

Eu estou na favela
G7
Eu estou por aí
C7+/9
Sempre pensando nela

Formosa (1963) - Baden Powell e Vinícius de MoraesG6 G7 C7M

Formosa , não faz assim .
Bm74M E79- Am7 D79
Cari nho não é ruim.
G6 Em7
Mulher que nega.
Am F#74M B79-
Não sabe não
Em7 F#74M
Tem algo de menos
B79- Em A7 Am7 D79-
No seu coração
G6 G7 C7M
Formosa, não faz assim
Bm74M E79- Am7 D79
Cari nho não é ruim
G6 Em7
Mulher que nega
Am F#74M B79-
Não sabe não
Em7 F#74M
Tem algo de menos

B79- Em A7 Dm7
No seu coração
G6/7 C7M C#m74M
A gente nasce , a gente cresce
G7 G6 G76
A gente quer amar
C7M
Mulher que nega
C#m74M G7 G6 G76
Nega oque não é para negar
C7M C#74M
A gente pega, a gente entrega

G7 F#7 F7 E7
A gente quer morrer
Am7 D79-
Ninguém tem nada de bom
G6 G7M D
Sem sofrer.

O sol nascerá (samba, 1964) - Elton Medeiros e Cartola
Tom: CD D/C G/B

A sor...rir
E7(9) A7(13)
Eu pretendo levar a vida
D D/C G/B
Pois cho...rando
E7(9) A7(13) D A7
Eu vi a mocidade perdida
D D/C G/B
A sor...rir
E7(9) A7(13)
Eu pretendo levar a vida
D D/C G/B
Pois cho...rando
E7(9) A7(13) D D7
Eu vi a mocidade perdidaG7M Gm7
Finda a tempestade
D D/C
O sol nascerá
E7
Finda esta saudade
A7 Bm7 A/C#
Hei de ter outro alguém para amarD D/C G/B
A sor...rir
E7(9) A7(13)
Eu pretendo levar a vida
D D/C G/B
Pois cho...rando
B7 E7 A7 D
Eu vi a mocidade perdida

O neguinho e a senhorita - (samba, 1965), Noel Rosa de Oliveira e Abelardo Silva
E
O Neguinho gostou da filha da Madame
C#7 F#m
Que nós tratamos de sinhá
B7
Senhorita também gostou do Neguinho
Mas o Neguinho não tem dinheiro pra
E
Gastar
C#7
A Madame tem preconceito de cor
F#m
Não pôde evitar esse amor
A B7 E
Senhorita foi morar lá na Colina
F#m B7 E
Com o Neguinho que é compósito
A B7 E
Senhorita foi morar lá na Colina
F#m B7 E
Com o Neguinho que é compósito
O Neguinho gostou da filha da Madame
C#7 F#m
Que nós tratamos de sinhá
B7
Senhorita também gostou do Neguinho
Mas o Neguinho não tem dinheiro pra
E
Gastar
C#7
A Madame tem preconceito de cor
F#m
Não pôde evitar esse amor
A B7 E
Senhorita foi morar lá na Colina
F#m B7 E
Com o Neguinho que é compósito
A B7 E
Senhorita foi morar lá na Colina
F#m B7 E
Com o Neguinho que é compósito
F#m B7 E
Senhorita ficou com nome na história
G# C#m
E agora é a rainha da escola
A Am
Gostou do samba e hoje vive muito
E
Bem
F#m B7 E
Ela devia nascer pobre também
A Am
Gostou do samba e hoje vive muito
E
Bem
F#m B7 E
Ela devia nascer pobre também

Opinião (samba) - Zé Keti

Podem me prender
Podem me bater
Podem, até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião
Daqui do morro
Eu não saio, não

Se não tem água
Eu furo um poço
Se não tem carne
Eu compro um osso
E ponho na sopa
E deixa andar

Fale de mim quem quiser falar
Aqui eu não pago aluguel
Se eu morrer amanhã, seu doutor
Estou pertinho do céu

Chico Buarque

Tom: G7+
Intro: G7M Bb7/9 A7/9 Ab7/9

G7M Am7
Pedro pedreiro penseiro
D7/9 G7M Bb7/9 Ab7/9
esperando o trem
G7M Am7 D7/9 C5-/6
Manhã parece, carece de esperar também
B7 Em
Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém
Am7 Em
Pedro pedreiro fica assim pensando
Am7
Assim pensando o tempo passa
Em Am7
e a gente vai ficando prá trás
B7 Em
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol
Am7 Em
Esperando o trem, esperando aumento
Am7 B7 Em D7/9
desde o ano passado para o mês que vem

REFRÃO

Am7 Em
Pedro pedreiro espera o carnaval
Am7 Em Am7
E a sorte grande do bilhete pela federal todo mês
B7 Em
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol
Am7 Em Am7
Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem
Em Am7
Esperando a festa, esperando a sorte
Em Am7
E a mulher de Pedro está esperando um filho
B7 Em
prá esperar também

REFRÃO

Am7 Em
Pedro pedreiro está esperando a morte
Am7 Em
Ou esperando o dia de voltar pro Norte
F#7
Pedro não sabe mas talvez no fundo
Am7 B7
espere alguma coisa mais linda que o mundo
Am7 B7
Maior do que o mar, mas prá que sonhar
Em Am7 Em
se dá o desespero de esperar demais
Am7 Em7
Pedro pedreiro quer voltar atrás,
Am7 Em D7/9
quer ser pedreiro pobre e nada mais, sem ficar
B7 Em
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol
Am7 Em Am7
Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem
Em Am7
Esperando um filho prá esperar também
Em Am7
Esperando a festa, esperando a sorte,
Em Am7
esperando a morte, esperando o Norte
Em Am7
Esperando o dia de esperar ninguém,
Em Am7
esperando enfim, nada mais além
Em Em/C
Que a esperança aflita, bendita,
C B7 Em
infinita do apito de um trem

(G7M Am7 D7/9)
Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando
G7M Am7 D7/9 B7
Pedro pedreiro pedreiro esperando o trem
Em Am7 Em Am7
Que já vem, que já vem, que já vem, que já vem...

Meu Refrão
Idioma original: POR

Am7 Dm7 G7 C7
Quem canta comigo, canta o meu refrão
F Bm4/7 E7 Am7 D7/9
Meu melhor amigo é meu vi.... o...lão
C7 F Bm4/7 E7 Am7
Meu melhor amigo é meu vi.... o...lão
C7 Dm7 E7 Am7
Já chorei sentido de desilusão
Dm7 Am/C
Hoje estou crescido
B7 E7
Já não choro não
C7 F Bm4/7 E7 Am7
Já brinquei de bola, já soltei balão
F B7/9-
Mas tive que fugir da escola
B7 E7
Pra aprender a lição
Am7 C7 Dm7 E7 Am7
O refrão que eu faço é pra você saber
Dm7 Am/C B7
Que eu não vou dar o braço pra ninguém torcer
C7 F
Deixa de feitiço
Bm4/7 E7 Am7
Que eu não mu....do não
F B7/9- B7 E7
Pois eu sou sem compromisso, sem relógio e sem patrão
Am7 C7 Dm7
Nasci sem sorte
E7 Am7
Moro num barraco
Dm7 Am/C
Mas meu santo é forte
B7 E7
O samba é meu fraco
C7 F E7 Am7
Meu samba eu digo que é do coração
F B7/9- B7 E7

Minhas Madrugadas
Paulinho da Viola

Composição: Paulinho da Viola – Candeia

Vou pelas minhas madrugadas a cantar
Esquecer o que passou
Trago a face marcada
Cada ruga no meu rosto
Simboliza um desgosto

Quero encontrar em vão o que perdi
Só resta saudade
Não tenho paz
E a mocidade
Que não volta mais

Quantos lábios beijei
Quantas mãos afaguei
Só restou saudade no meu coração
Hoje fitando o espelho
Eu vi meus olhos vermelhos
Compreendi que a vida
Que eu vivi foi ilusão

Trem das onze - Adoniran Barbosa

Solo do Início:

32, 23, 22, 21, 44, 41, 40, 53, 51, 50, 63

110-18-17-18-15-10

15-17-18-15-18
15-17-18-15-17
14-15-17-14-15

32, 23, 22, 21, 44, 41, 40, 53, 51, 50, 63

Dm E7 Am Dm
Faz, faz, faz faz faz faz, faz carinho dumdum,
E7 Am E7
Faz carinho dumdum, faz carim dumdum

Am
Não posso ficar
Nem mais um minuto com você
Sinto muito amor
E7
Mas não pode ser
Dm E7 Am
Moro em Jaçanã
F
Se eu perder esse trem
E7
Que sai agora às onze horas
Dm E7 Am
Só amanhã de manhã
A7
Além disso mulher
Dm
Tem outra coisa
B7
Minha mãe não dorme
E7
Enquanto eu não chegar
Dm E7 Am
Sou filho único
F E7 Am
Tenho minha casa pra olhar

Dm E7 Am Dm
Faz, faz, faz faz faz faz, faz carinho dumdum,
E7 Am
Faz carinho dumdum, faz carim dumdum..........
Am
Faz dum dum
Não posso ficar

Tem Mais Samba (Chico Buarque)

Tem mais samba no encontro que na espera
Tem mais samba a maldade que a ferida
Tem mais samba no porto que na vela
Tem mais samba o perdão que a despedida
Tem mais samba nas mãos do que nos olhos
Tem mais samba no chão do que na lua
Tem mais samba no homem que trabalha
Tem mais samba no som que vem da rua
Tem mais samba no peito de quem chora
Tem mais samba no pranto de quem vê
Que o bom samba não tem lugar nem hora
O coração de fora
Samba sem querer

Vem que passa
Teu sofrer
Se todo mundo sambasse
Seria tão fácil viver

A Rita
Chico Buarque

Bm7 E7(9)
A Rita levou meu sorriso
A7M
No sorriso de___la Meu assunto
A6 Em7
Levou junto com e___la
A7
E o que me é de direito

D7M
Arrancou-me do pei___to E tem mais
D6 Dm7
Levou seu retra___to, seu trapo,
Dm6 C#m7
seu pra___to Que papel!
F#7 B7/4(9)
Uma imagem de São Francis_______co
B7(9) E7/4(9)
E um bom disco de Noel

E7(9) Bm7 E7(9)
A Rita matou nosso amor De vingan_____ça
A7M
Nem heran___ça deixou
A6 Em7 A7
Não levou um tostão Porque não tinha não
D7M
Mas causou perdas e danos
D6 Dm7 Dm6
Levou os meus pla___nos Meus pobres enga___nos
C#m6
Os meus vinte a____nos
F#7(b13) B7
O meu coração E além de tu__do
E7(9) A6
Me deixou mu_____do Um violão

Canto de Ossanha - Baden Powell / Vinícius de Moraes

Cm7 D7/9
O homem que diz "dou" não dá,
C#7/9 Cm7
porque quem dá mesmo não diz
D#7/9 D7/9
O homem que diz "vou" não vai,
C#7/9 Cm7
porque quando foi já não quis
D#7/9 D7/9
O homem que diz "sou" não é,
C#7/9 Cm7
porque quem é mesmo é "não sou"
D#7/9 D7/9
O homem que diz "tô" não tá,
C#7/9 Cm7
porque ninguém tá quando quer
D#7/9 D7/9 C#7/9 Cm7
Coitado do homem que cai no canto de Ossanha, traidor
D#7/9 D7/9 C#7/9 Cm7
Coitado do homem que vai atrás de mandinga de amor
D#7/9 D7/9
Vai, vai, vai, vai, não vou
D#7/9 D7/9
Vai, vai, vai, vai, não vou
D#7/9 D7/9
Vai, vai, vai, vai, não vou
C#7/9 C
Vai, vai, vai, vai, não vou
Em5-/7 Am7 Dm7
Que eu não sou ninguém de ir em conversa de esquecer
D7/9 G7
A tristeza de um amor que passou
C Em5-/7 Am7 Em7
Não, eu só vou se for pra ver uma estrela aparecer
G7 Cm7
Na manhã de um novo amor
C#7/9 Cm7
Amigo senhor, saravá, Xangô me mandou lhe dizer
D#7/9 D7/9
Se é canto de Ossanha, não vá,
C#7/9 Cm7
que muito vai se arrepender
D#7/9 D7/9 C#7/9 Cm7
Pergunte ao seu Orixá, o amor só é bom se doer
D#7/9 D7/9 C#7/9 Cm7
Pergunte ao seu Orixá o amor só é bom se doer
D7/9
Vai, vai, vai, vai, amar
C#7/9 Cm7
Vai, vai, vai, sofrer
D7/9
Vai, vai, vai, vai, chorar
C
Vai, vai, vai, dizer
Em5-/7 Am7 Dm7
Que eu não sou ninguém de ir em conversa de esquecer
D7/9 G7
A tristeza de um amor que passou
C Em5-/7 Am7 Dm7
Não, eu só vou se for pra ver uma estrela aparecer
G7 Cm7
Na manhã de um novo amor

Triste Madrugada (Jorge Veiga)

Triste madrugada foi aquela
D7 G Em

Que eu perdi meu violão
Am
Não fiz serenata pra ela
D7 G
E nem cantei uma linda canção(bis)
Am D7 G Em
Uma canção para quem se ama
Am D7 G G7
E sai do coração dizendo assim:
C
Abre a janela amor
G Em
Abre a janela
Am D7 G
Dê um sorriso e jogue uma flor para mim

Alvorada (samba, 1968) - Cartola, Carlos Cachaça e Hermínio Bello de Carvalho
F

Gm C7 F
Alvorada lá no morro que beleza
Ab° Gm
Ninguém chora, não há tristeza
C7 F
Ninguém sente dissabor
Cm
O sol colorindo
D7 G7
É tão lindo, é tão lindo
Bbm C7 F D7
E a natureza sorrindo tingindo tingindo
E7 Am
Você também me lembra a alvorada
F7 Bb
Quando chega iluminando
F7 Bb
Meus caminhos tão sem vida
Gm C7
E o que me resta é bem pouco
Cm D7
Quase nada de que ir assim
Gm C7 F
Vagando numa estrada perdida
D7
Alvorada ..... (voltar ao estribilho)

As Quatro Estações
(Nelson Sargento, Alfredo Português & Jamelão)

Ó primavera adorada
Inspiradora de amores
Ó primavera idolatrada
Sublime estação da flores

Brilha no céu
O astro rei com fulguração
Abrasando a Terra
Anunciando o verão
Outono,
Estação singela e pura
É a pujança da Natura
Dando frutos em profusão
Inverno,
Chuva, geada e garoa
Molhando a terra
Preciosa e tão boa
Desponta
A primavera triunfal
São as estações do ano
Num desfile magistral

Ó primavera
Matizada e viçosa,
Pontilhada de amores
Engalanada, majes...tosa
Desabrocham as flo...res
Nos campos, nos jardins e nos quintais
A primavera é a estação dos vegetais

Ó primavera adorada
Inspiradora de amores
Ó primavera idolatrada
Sublime estação da flores

Ó primavera adorada
Vens matizada de mil cores
Em verde e rosa vens banhada
Sublime estação das flores

Coisas do mundo, minha nega (Paulinho da Viola)

Paulinho da ViolaTom: A
Intro.: A
A F#7 Bm7
Hoje eu vim, minha nega
E7 A
como venho quando posso
F#7 Bm7
Na boca as mesmas palavras,
E7 C#m7
no peito o mesmo remorso
F#7 Bm7
Nas mãos a mesma viola
C#7 F#m
onde gravei o teu nome
A F#7 Bm7 E7 A
Venho do samba há tempo, nega, vim parando por aí
F#7 Bm7 E7 C#m7
Primeiro achei Zé Fuleiro que me falou de doença
F#7 Bm7
Que a sorte nunca lhe chega,
C#7 F#m
está sem amor e sem dinheiro
B7 Bm7
Perguntou se eu não dispunha de algum que pudesse dar
E7 Bm7 E7 C#m7
Puxei então da viola, cantei um samba pra ele
D#7 G#7 C#m7
Foi um samba sincopado que zombou do seu azar
F#5+/7 B7/9 E7 A
Hoje eu vim, minha nega, andar contigo no espaço
F#m Bm7 E7 A
Tentar fazer em seus braços um samba puro de amor
F#7 Bm7 E7 A
Sem melodia ou palavra pra não perder o valor (2x)
F#7 Bm7
Depois encontrei seu Bento, nega,
E7 C#m7
que bebeu a noite inteira
F#7 Bm7 E7 A
Estirou-se na calçada sem ter vontade qualquer
F#7 Bm7 C#7 F#m
Esqueceu do compromisso que assumiu com a mulher
B7 Bm7
Não chegar de madrugada, e não beber mais cachaça
E7 Bm7 E7 C#m7
Ela fez até promessa, pagou e se arrependeu
F#7 Bm7 E7 A
Cantei um samba pra ele, que sorriu e adormeceu
F#5+/7 B7/9 E7 C#7
Hoje eu vim, minha nega, querendo aquele sorriso
F#7 Bm7 E7 A
Que tu entregas pro céu quando te aperto em meus braços
F#7 Bm7 E7 A
Guarda bem minha viola, meu amor e meu cansaço (2x)
F#7 Bm7 E7 C#m7
Por fim eu achei um corpo, nega, iluminado ao redor
F#7 Bm7 E7 A
Disseram que foi bobagem, um queria ser melhor
Bm7 C#7 F#7
Não foi amor nem dinheiro a causa da discussão
B7 Bm7
Foi apenas um pandeiro que depois ficou no chão
E7 Bm7 E7 C#m7
Não tirei minha viola, parei, olhei e vim-me embora
F#7 Bm7 E7 A
Ninguém compreenderia um samba naquela hora
F#5+/7 B7/9 E7 A
Hoje eu vim, minha nega, sem saber nada da vida
F#7 Bm7 E7 A

Querendo aprender contigo a forma de se viver
F#7 B7/9 E7 C#m7 (F6)
As coisas estão no mundo só que eu preciso aprender

Lapinha (1968) - Paulo César Pinheiro e Baden Powell

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Vai meu lamento vai contar
Toda tristeza de viver
Ai a verdade sempre trai
E às vezes traz um mal a mais
Ai só me fez dilacerar
Ver tanta gente se entregar
Mas não me conformei
Indo contra lei
Sei que não me arrependi
Tenho um pedido só
Último talvez, antes de partir

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Sai minha mágoa
Sai de mim
Há tanto coração ruim
Ai é tão desesperador
O amor perder do desamor
Ah tanto erro eu vi, lutei
E como perdedor gritei
Que eu sou um homem só
Sem saber mudar
Nunca mais vou lastimar
Tenho um pedido só
Último talvez, antes de partir

Quando eu morrer me enterre na Lapinha,
Quando eu morrer me enterre na Lapinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Calça, culote, palitó almofadinha
Adeus Bahia, zum-zum-zum
Cordão de ouro
Eu vou partir porque mataram meu besouro

Sei lá, Mangueira (samba, 1968) - Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho

A7M E7 A7M
(Mangueira teu cenário é uma beleza
F#7 Bm7
Que a Natureza criou)
A7M
Vista assim do alto
F#7 Bm7
Mais parece um céu no chão
Sei lá
Em Mangueira a poesia
F#7 Bm7
Feito um mar se alastrou
E7 A7M
E a beleza do lugar
Prá se entender
Bm7
Tem que se achar
E7
Que a vida não é só isso que se vê
A7M
É um pouco mais

Bm7 E7 A7M
Que os olhos não conseguem perceber
Bm7
E as mãos não ousam tocar

E7 A7M
E os pés recusam pisar
A7M
Sei lá, não sei
Bm7
Sei lá, não sei não
Não sei se toda a beleza
De que lhes falo
E7 A7M
Sai tão somente do meu coração
Em Mangueira a poesia

F#7 Bm7
Num sobe-desce constante
E7
Anda descalça ensinando
A7M
Um novo jeito da gente viver
De pensar , de sonhar , de sofrer
Sei lá, não sei
F#7
Sei lá, não sei não
Bm7
A Mangueira é tão grande
E7 A7M
Que nem cabe explicação

Pressentimento (Elton Medeiros e e Hermínio Bello de Carvalho)

Ai ardido peito

Quem irá entender o seu segredo

Quem irá pousar em seu destino

E depois morrer de teu amor.

Ai mas quem virá

Me pergunto a toda hora

E a resposta é o silêncio

Que atravessa a madrugada.

Vem meu novo amor

Vou deixar a casa aberta

Já escuto os teus passos

Procurando o meu abrigo.

Vem que o sol raiou

Os jardins estão florindo

Tudo faz pressentimento

Que esse é o tempo ansiado de se ter felicidade.

Maioria sem nenhum (Mauro Duarte - Elton Medeiros)

Uns com tanto
Outros tantos com algum
Mais a maioria sem nenhum

Esta história de falar em só fazer o bem
Não convence quando o efeito não vem
Porque somente as palavras não dão solução
Aos problemas de quem vive em tamanha aflição

Uns com tanto
Outros tantos com algum
Mais a maioria sem nenhum

Há muita gente neste mundo estendendo a mão
Implorando uma migalha de pão
Eis um conselho pra quem vive por aí a esbanjar:
Dividir para todo mundo melhorar

14 anos (Paulinho da Viola)

Tinha eu 14 anos de idade

Quando meu pai me chamou (quando meu pai me chamou)

Perguntou se eu não queria

Estudar filosofia

Medicina ou engenharia

Tinha eu que ser doutor

Mas a minha aspiração

Era ter um violão

Para me tornar sambista

Ele então me aconselhou

Sambista não tem valor

Nesta terra de doutor

E seu doutor

O meu pai tinha razão

Vejo um samba ser vendido

E o sambista esquecido,

O seu verdadeiro autor

Eu estou necessitado

Mas meu samba encabulado

Eu não vendo não senhor

Depois de Tanto Amor (Paulinho da Viola)

É será melhor
Não procurar
Um novo amor
Até saber
Se o coração

Já se refez
É será melhor
Viver em paz
Eu amei estando só
Portanto a solidão

Não é demais

Se algum dia eu encontrar
Um novo amor
Hei de ter amor pra dar
Amor e paz
Por isso eu vou
Guardar meu peito
Até quando por direito
Este amor chegar

Tive sim
Cartola

Cyro Monteiro

Tom: G
A7/C#
Tive, sim
Cm(maj7) D/C G7M/B
Outro grande amor antes do teu
Am7
Tive, sim
G7M/B Bbº
O que ela sonhava
Am7
eram os meus sonhos e assim
D7(4/9) D/C G7M/B
Íamos vivendo em paz
Gb7 G7M
Nosso lar, em nosso lar sempre houve alegria
F6 E7
Eu vivia tão contente
Am7(9)* Cm(maj7) D/C
Como contente ao teu lado estou
A7/C#
Tive, sim
Cm(maj7) D/C G7M/B G7(b9)
Mas comparar com o teu amor seria o fim
C7M
Eu vou calar
A7 D7(b9) G7M
Pois não pretendo amor te magoar
E7(9) Am7(9)*
Ai ai ai ai
D7(b9) G6(9)*
Pois não pretendo amor te magoar

Você passa, eu acho graça - Carlos Imperial e Ataulfo Alves
Am E
QUIS VOCÊ PRA MEU AMOR
Am
E VOCÊ NÃO ENTENDEU
E
QUIS FAZER VOCÊ A FLOR
Am
DE UM JARDIM SOMENTE MEU
A
QUIS LHE DAR TODA TERNURA
Dm
QUE HAVIA DENTRO DE MIM
G
VOCÊ FOI A CRIATURA
Am
QUE ME FEZ TÃO TRISTE ASSIM
E Am
AH! E AGORA VOCÊ PASSA, EU ACHO GRAÇA
E
NESSA VIDA TUDO PASSA
Am
E VOCÊ TAMBÉM PASSOU
E
ENTRE AS FLORES,
Am
VOCÊ ERA A MAIS BELA
E
MINHA ROSA AMARELA
Am
QUE DESFOLHOU, PERDEU A COR

Am E
TANTA VOLTA O MUNDO DÁ
Am
NESSE MUNDO EU JÁ RODEI
E
VOLTEI AO MESMO LUGAR
Am
ONDE UM DIA EU ENCONTREI
A
MINHA MUSA, MINHA LIRA,
Dm
MINHA DOCE INSPIRAÇÃO
G
SEU AMOR FOI A MENTIRA
Am
QUE QUEBROU MEU VIOLÃO
E Am
AH! E AGORA VOCÊ PASSA, EU ACHO GRAÇA
E
NESSA VIDA TUDO PASSA
Am
E VOCÊ TAMBÉM PASSOU
E Am
ENTRE AS FLORES, VOCÊ ERA A MAIS BELA
E
MINHA ROSA AMARELA
Am
QUE DESFOLHOU, PERDEU A COR

Am E
SEU JOGO É CARTA MARCADA
Am
ME ENGANEI, NÃO SEI PORQUÊ
E
SEM SABER QUE EU ERA NADA
Am
FIZ MEU TUDO DE VOCÊ
A
PRA VOCÊ FUI AVENTURA
Dm
VOCÊ FOI MINHA ILUSÃO
G
NOSSO AMOR FOI UMA JURA
Am
QUE MORREU SEM ORAÇÃO
E Am
AH! E AGORA VOCÊ PASSA, EU ACHO GRAÇA
E
NESSA VIDA TUDO PASSA
Am
E VOCÊ TAMBÉM PASSOU
E Am
ENTRE AS FLORES, VOCÊ ERA A MAIS BELA
E
MINHA ROSA AMARELA
Am
QUE DESFOLHOU, PERDEU A COR

Casa de bamba (Martinho da Vila)

G Am
Na minha casa todo mundo é bamba
D7 G
Todo mundo bebe todo mundo samba

G E7 Am
Na minha casa não tem bola pra vizinha
D7 G
Não se fala do alheio, nem se liga pra Candinha

G E7 Am
Na minha casa ninguém liga pra intriga
D7 G
Todo mundo xinga, todo mundo briga

G Am
Macumba lá minha casa
D7 G
Tem galinha preta, azeite de dendê

G Am
Mas ladainha lá minha casa
D7 G
Tem reza bonitinha e canjiquinha pra comer

G Am
Se tem alguém aflito
D7 G
Todo mundo chora, todo mundo sofre

G Am
Mas logo reza pra São Benedito
D7 G
Pra Nossa Senhora e pra Santo Onofre

G Am
Mas se tem cantando
D7 G
Todo mundo canta, todo mundo dança
E7 Am
Todo mundo samba e ninguém se cansa
D7 G
Pois minha casa é casa de bamba

O pequeno burguês (samba, 1969) - Martinho da Vila

C Dm
Felicidade, passei no vestibular
G7 C
Mas a faculdade, é particular
Dm
Particular, ela é particular
G7 C
Particular, ela é particular
Livros tão caros
Dm
Tanta taxa pra pagar
G7
Meu dinheiro muito raro
C
Alguém teve que emprestar
Dm
Que emprestar, alguém teve que emprestar
G7 C
Que emprestar, alguém teve que emprestar
C
Morei no subúrbio
Dm
Andei de trem atrasado
G7
Do trabalho ia pra aula
C
Sem jantar e bem cansado
Mas lá em casa à meia-noite
Dm
Tinha sempre a me esperar
G7
Um punhado de problemas
C
E crianças pra criar
Dm
Para criar, só crianças pra criar
G7 C
Para criar, só crianças pra criar
Mas felizmente
Dm
Eu consegui me formar
G7
Mas da minha formatura
C
Nem cheguei a participar
Faltou dinheiro pra beca
Dm
E também pro meu anel
G7
Nem o diretor careca
C
Entregou o meu papel
Dm
O meu papel, meu canudo de papel
G7 C
O meu papel, meu canudo de papel
E depois de tantos anos
Dm
Só decepções, desenganos
G7
Dizem que sou burguês
C
Muito privilegiado
Dm
Mas burgueses são vocês
G7 C
Eu não passo de um pobre coitado
Dm
E quem quiser ser como eu
G7 C
Vai ter que penar um bocado
Dm
Um bom bocado
G7 C
Vai penar um bom bocado
Dm
Um bom bocado
G7 C
Vai penar um bom bocado

Pra que dinheiro
Martinho da Vila

A Bm
Dinheiro pra que dinheiro
(E7) A
Se ela não me dá bola
Bm
Em casa de batuqueiro
(E7) A
Só quem fala alto é viola

A Bm
Venha depressa, correndo pro samba
(E7) A
Porque o samba já vai terminar
Bm
Afina logo a sua viola
(E7) A
E canta samba até o sol raiar

Mas, dinheiro pra que dinheiro...

A Bm
Eu era um cara muito solitário
(E7) A
Não tinha mina pra me namorar
Bm
Depois que eu comprei uma viola
(E7) A
Arranjo nega de qualquer lugar

Dinheiro pra que dinheiro...

A Bm
Eu tinha grana, Me levaram a grana
(E7) A
Fiquei quietinho, Nem quis reclamar
Bm
Mas, se levarem A minha viola
(E7) A
Não me segura porque eu vou brigar

Dinheiro pra que dinheiro ...

A Bm
Pára depressa com essa viola
(E7) A
Porque o samba já vai terminar
Bm
Eu vou depressa correndo pra casa
(E7) A
Pegar a marmita para ir trabalhar

Dinheiro pra que dinheiro....

Sinal fechado (1969) - Paulinho da Viola

Em Em/G Em Em/G F#/4-/7
F#/4-/7/C# F#/4-/7 F#/4-/7/C#
Am Am/C B7 B7/F# Em
Em/D F#/4-/7 F#/4-/7/C#
F#/4-/7 F#/4-/7/C#
F F

Em Em/G Em Em/G
Olá, como vai ?
F#/4-/7 F#/4-/7/C# F#/4-/7 F#/4-/7/C#
Eu vou indo e você, tudo bem ?
Em Em/G
Tudo bem eu vou indo correndo
Em Em/G
Pegar meu lugar
F#/4-/7 F#/4-/7/C# F#/4-/7 F#/4-/7/C#
no futuro, e você ?
Am Am/C
Tudo bem, eu vou indo em busca
B7 B7/F# Em Em/D
De um sono tranquilo, quem sabe ...
F#/4-/7 F#/4-/7/C#
Quanto tempo... pois é...
F#/4-/7 F#/4-/7/C# F F
Quanto tempo...
Em Em
Me perdoe a pressa
Am Am/G D/F#
É a alma dos nossos negócios
G
Oh! Não tem de quê
C C#° C°
Eu também só ando a cem
Am Am/G D/F#
Quando é que você telefona ?
G G
Precisamos nos ver por aí
C C
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
C#° C°
Quem sabe ?
C#° C°
Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)
Em Em/D C B7
Em Em/D
Tanta coisa que eu tinha a dizer
C B7
Mas eu sumi na poeira das ruas
Em Em/D
Eu também tenho algo a dizer
C B7
Mas me foge a lembrança

Am Am/G D/F#
Por favor, telefone, eu preciso
G C
Beber alguma coisa, rapidamente
C#°
Pra semana

O sinal ...
C#°
Eu espero você

Vai abrir...
C#° C°
Por favor, não esqueça,
Adeus...
( C#° C° )Até o fim
(Vocal até o final...)

Heróis da Liberdade (Silas de Oliveira - 1969)

Ô ô ô ô

Liberdade, Senhor,

Passava a noite, vinha dia

O sangue do negro corria

Dia a dia

De lamento em lamento

De agonia em agonia

Ele pedia

O fim da tirania

Lá em Vila Rica

Junto ao Largo da Bica

Local da opressão

A fiel maçonaria

Com sabedoria

Deu sua decisão lá, rá, rá

Com flores e alegria veio a abolição

A Independência laureando o seu brasão

Ao longe soldados e tambores

Alunos e professores

Acompanhados de clarim

Cantavam assim:

Já raiou a liberdade

A liberdade já raiou

Esta brisa que a juventude afaga

Esta chama que o ódio não apaga pelo Universo

É a evolução em sua legítima razão

Samba, oh samba

Tem a sua primazia

De gozar da felicidade

Samba, meu samba

Presta esta homenagem

Aos "Heróis da Liberdade"

Ô ô ô

Marchinas de Carnaval

Cabeleira do Zezé (marcha de carnaval) - João Roberto Kelly e Roberto Faissal
Tom: D A7 D
: Olha a cabeleira do Zezé
A7
Será que ele é
D
Será que ele é : G D
Será que ele é bossa nova
F#7 Bm
Será que ele é Maomé
A7 D
Parece que é transviado
E7 A7
Mas isso eu não sei se ele é D
Corta o cabelo dele, corta o cabelo dele
A7 D
Corta o cabelo dele, corta o cabelo dele

A banda (marcha, 1966) - Chico Buarque D6/9 A7
Estava à toa na vida O meu amor me chamou
F#m7 B7 E7/9 A7
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor
D6/9 A7
A minha gente sofrida Despediu-se da dor
F#m7 B7 E7/9 A7 D6/9
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

D7+ A7
O homem sério que contava dinheiro parou
Am6/C B7 Em7 Em/D
O faroleiro que contava vantagem parou
C#m7 F#7/9 F#m7 B7
A namorada que contava as estrelas parou
E7/9 Em7/9 A7
Para ver, ouvir e dar passagem
D7+ A7
A moça triste que vivia calada sorriu
Am6/C B7 Em7 Em/D
A rosa triste que vivia fechada se abriu
C#m7 F#7/9
E a meninada toda se assanhou
F#m7 B7 E7/9 A7
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

D6/9 A7
Estava à toa na vida o meu amor me chamou
F#m7 B7 E7/9 A7
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor
D6/9 A7
A minha gente sofrida despediu-se da dor
F#m7 B7 E7/9 A7 D6/9
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

D7+ A7
O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou
Am6/C B7 Em7 Em/D
Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou
C#m7 F#7/9 F#m7
A moça feia debruçou na janela
B7 E7/9 Em7/9 A7
Pensando que a banda tocava pra ela
D7+ A7
A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu
Am6/C B7 Em7 Em/D
A lua cheia que vivia escondida surgiu
C#m7 F#7/9
Minha cidade toda se enfeitou
F#m7 B7 E7/9 A7
Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

D6/9 A7
Mas para meu desencanto o que era doce acabou
F#m7 B7 E7/9 A7
Tudo tomou seu lugar depois que a banda passou
D6/9 A7
E cada qual no seu canto em cada canto uma dor
F#m7 B7 E7/9 A7
Depois da banda passar cantando coisas de amor
D6/9 B7 E7/9 A7
Depois da banda passar cantando coisas de amor
D6/9 B7 E7/9 A7 D6/9
Depois da banda passar cantando coisas de amor

Tristeza (samba, 1966) - Niltinho e Haroldo Lobo

Maysa

Tom: A7+

A7+ A6
Tristeza
A#° Bm7
Por favor vai embora
C° C#m7 Bm7
Minha alma que chora
E7/9 A7+ A6
Está vendo o meu fim
A7 D7+
Fez do meu coração a sua moradia
Dm6 G7/9 C#7/13 C#5+/7
Já é demais o meu penar
F#7/9 F#7/b9 B7/13 B5+/7
Quero voltar aquela vida de alegria
E7/9 E7/b9 A7+ A6
Quero de novo cantar
D7+
Lá, rá, lá, rá
Dm6 C#m7
Lá, rá, lá, rá, lá, rá, rá
F#7/9 B7/13
Lá, rá, lá, rá, lá, rá, rá
E7/9 A6
Quero de novo cantar

Máscara negra (marcha / carnaval, 1967) - Zé Keti e Pereira Matos
G Cm G
Tanto riso, oh / Quanta alegria
B7 Am
Mais de mil palhaços no salão
D7 G E7
Arlequim está chorando pelo amor da Colombina
Am D7 G D7
No meio da multidão

G Am D7
Foi bom te ver outra vez / Tá fazendo um ano
G
Foi no carnaval que passou
Bb0 D7 Am D7
Eu sou aquele Pierrot / Que te abraçou
G D7
Que te beijou, meu amor

G Am D7
A mesma máscara negra / Que esconde o teu rosto
Dm6 E7
Eu quero matar a saudade
Am D7 G D7
Vou beijar-te agora / Não me leve a mal
E7
Hoje é carnaval
Am D7 G D7
Vou beijar-te agora / Não me leve a mal
G
Hoje á carnaval

Índio quer apito (marcha/carnaval, 1961), Haroldo Lobo e Milton de Oliveira

Ê ê ê ê ê índio quer apito
Se não der pau vai comer

Lá no bananal mulher de branco
Levou pra pra índio colar esquisito
Índio viu presente mais bonito
Eu não quer colar
Índio quer apito

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