O mais tradicional desfile de carnaval de rua de São Paulo | Carnaval 2016 | 31/01/2016

Samba pra frente!

Opa gente,

Queria nesse espaço fazer uma referência à "intercionalização" do samba da Vila Mariana, dos Amigos da Vila Mariana. Mais especificamente Gui do Cavaco e Nando, que passaram um tempo de julho nos EUA (Atlanta) gravando junto com o Rafinha (irmão do Nando e também um grande Amigos da Vila Mariana!)!

A viagem, a meu ver, é um sinal representante de nossa (Bloco) globalização! Não estou falando da homogeneização, onde tudo é igual - o samba, o tecno, rock, axé etc - essa "linguagem mundial" passa longe de ser única! Estou falando da quebra de fronteiras que nossos sentidos nos proporcionaram aos querermos conhecer outras culturas, outras pessoas, outros ritmos, outras coisas..., que nos façam bem, e nos sejam saudáveis (nos saúdam)!

Esse processo, de um ponto de vista sambístico e meu ao mesmo tempo, é bem enunciado por Cartola e Carlos Cachaça na música Tempos Idos (letra abaixo), composta há mais de 20 anos, antes da facilidade de acesso à Internet até! E esse fator persiste e insiste como um processo natural de aproximação entre as culturas, pelas qualidades de trocas existentes! Nesse caso, com a voz e composições levadas pelos viajantes e a hospitalidade dos residentes!

Gostaria então de lembrar que, para esse rompimento de barreiras, o samba da Vila Mariana compõe com inspiração em suas/nossas raízes (por onde as plantas se alimentam, se nutrem), nas do bairro, de São Paulo, do Rio de Janeiro, Bahia, do Brasil e de fora! Pois a arte e a cultura, aqui em forma de samba, nos une acima das diferenças (de cor, etnia, território, personalidades... todas outras presente em nós), nos globalizando ou melhor, mundializando ou até mesmo universalizando (o ver do único)!

Pra finalizar e antes da letra da música, de umas fotinhos e um vídeo, lembro também uma história que o Xinxa me contou em uma das rodas de samba do Largo Ana Rosa: um cara levantou levemente indignado numa roda de samba e perguntou a ele: "você viu a diferença entre a quantidade de negros e brancos estavam tocando na roda?". Ele respondeu "Nem reparei..."!



Tempos Idos
Cartola e Carlos Cachaça

Os tempos idos
Nunca esquecidos
Trazem saudades ao recordar
É com tristeza que eu relembro
Coisas remotas que não vêm mais
Uma escola na Praça Onze
Testemunha ocular
E junto dela balança
Onde os malandros iam sambar

Depois, aos poucos, o nosso samba
Sem sentirmos se aprimorou
Pelos salões da sociedade
Sem cerimônia ele entrou
Já não pertence mais à Praça
Já não é mais o samba de terreiro
Vitorioso ele partiu para o estrangeiro

E muito bem representado
Por inspiração de geniais artistas
O nosso samba, de humilde samba
Foi de conquistas em conquistas
Conseguiu penetrar o Municipal
Depois de atravessar todo o universo
Com a mesma roupagem que saiu daqui
Exibiu-se para a duquesa de Kent no Itamaraty





Batucada na balada - Ópera




Gui, Nando e Rafa




Batucada Ópera




Geral - Loca Luna



Sacou, Magro!