O mais tradicional desfile de carnaval de rua de São Paulo | Carnaval 2016 | 31/01/2016

Toque de Letra - Adoniran Barbosa

A espontaneidade interiorana e o sorriso fácil disfarçam a genialidade desse sambista. Simples e infinitamente criativo, ele narra em suas letras as situações típicas do povo, suas mazelas e suas alegrias, desvelando São Paulo como poucos sambistas o fizeram. Neste mês o Toque de Letra presta uma singela homenagem à Adoniran Barbosa, sem dúvida um dos maiores sambistas paulistas de todos os tempos. "Se o sinhô num tá lembrado, da licença di conta..." Obrigado Adoniran, o samba agradece.
por Gustavo Seraphim

O Samba na Academia - Roda de Samba: Espaço de Memória, Educação Não-Formal e Sociabilidade

Possuo dois objetivos com este texto: (1) apresentar os pontos que mais me chamaram a atenção em relação ao trabalho de dissertação de mestrado de Eduardo Conegundes de Souza e (2) contextualizar o Bloco Amigos da Vila Mariana em um ambiente mais amplo, aproveitando a pesquisa do autor relacionada aos núcleos G.R.T.P. Morro das Pedras e Projeto Nosso Samba. E, transcende minha obrigação parabenizar Eduardo Conegundes de Souza, do Projeto Cupinzeiro, Campinas, pelo excelente e inspirador trabalho, colocado à disposição para consulta e para a história do samba e do país a partir de 2007. Acima de tudo, trata-se de uma leitura agradável, que remonta a história do samba, sua relação com a indústria fonográfica e o surgimento e atuação de núcleos culturais como forma de resistência à inibição gerada por estas à espontaneidade do samba como forma de manifestação cultural.

Fernando Pereira

Toque de Letra - Candeia

Antonio Candeia Filho, ou só Candeia, cujo pai cantava debaixo de Amendoeiras em Oswaldo Cruz (RJ), nasceu na roda de samba e cresceu nas quadras azuis e brancas da Portela. Compositor inspirado e radical, por toda vida defendeu as tradições de sua cultura, enaltecendo o samba como a forma mais autêntica de manifestação do povo. Parabéns Candeia por sua obra e história, o samba te agradece.
por Gustavo Seraphim

Papo 10 - Só se for quando o dia clareou

31/07/2007 - por João Marcondes

O samba, desde a última década, vem passando por um momento de grande renovação. Muito do que tem ocorrido remete a um processo natural: o florescimento de uma nova geração.

A naturalidade dos acontecimentos, a proximidade, o convívio, refletem na memória um passado não muito distante. Dos batuques aos pagodes (festança popular), das rodas memoráveis ao Cacique de Ramos, da tradição das grandes escolas de samba aos baluartes que nos inspiram, restam valiosas observações.

Por que nós, sambistas, tratamos o Samba como cultura tradicional, algo de raiz, exótico, a se preservar? Do que falamos exatamente?

Vídeo - Rafael Pereira & Pearl Brazilian Percussion

Um dos objetivos deste site é divulgar os trabalhos que os integrantes de nosso bloco estão realizando por aqui e também pelo mundo. Família grande é assim... tem gente por todo canto. E o Rafinha (Rafael Pereira), pra quem não conhece é um grande exemplo de que cada um de nós pode contribuir para difundir a cultura de nosso país. Percussionista consagrado, vem fazendo um grande trabalho em Atlanta, tocando com grandes músicos.


? Música - Levaram pro Lixo

de: Guilherme Lacerda

Aê rapaziada, esse samba já existe há um tempo. Surgiu a partir de um acontecimento real com o nosso grande "Rei Momo", Luisinho, e o popular e irreverente Edu.
A letra já diz mais ou menos a situação, mas resumindo, era uma banca toda azul, bem pequena, onde dentre as diversas miudezas se destacavam o quadro do timão, a garrafa de mé e o talão da bicharada. Ficava ali na Vergueiro, perto do antigo Seis e Meia.
Durou pouco a permanência, pois de fato a prefeitura levou pra sucata, mas não podia virar outra coisa senão um samba. Ta aí !!!
Essa é a nossa Vila!!!
Salve os protagonistas Edu e Luisinho!!!
Um abraço do Gui do Cavaco

Papo 10 - O que une o bloco?

19/07/2007 - por Fernando Pereira

Magrão, esta é pra você. Tivemos ontém uma reunião e acho que ficou faltando um pouco falarmos de assuntos mais conceituais, como por exemplo o que une o bloco, que foi uma pergunta que você fez e que acabamos não tendo tempo de discutir ontém. Então, por que não usarmos essa ferramente excelente que é o Forum de discussão. Aí, em qualquer outra discussão, temos como pano de fundo o site.

Acho que o bloco é unido por duas matrizes principais, que se fundem e não permitem ser separadas, bem como o Brasil, segundo descrito por Darcy Ribeiro, possui as matrizes Tupi, Cabocla, e Lusitana. Quando olhamos para o povo brasileiro, não conseguimos exatamente separar quais delas são predominantes, pois há uma mistura feita com pitadas distintas em cada época e região.

Conteúdo sindicalizado